Desenvolvido como proposta pedagógica gamificada, o projeto aborda a Capoeira enquanto manifestação da Cultura Corporal de Movimento de matriz afro-brasileira (em conformidade com a Lei nº 10.639/2003). A proposta alinha os princípios da Didática Intercultural Crítica e da Justiça Social na Educação Física Escolar, utilizando recursos visuais inclusivos para superar barreiras gestuais, reduzir a timidez e combater a exclusão de gênero.
Com base na Ergonomia Cognitiva, o uso pedagógico dos pictogramas atua reduzindo a carga sobre a memória de trabalho de alunos iniciantes, oferecendo pistas perceptuais visuais que otimizam a decodificação e a execução dos gestos corporais na roda.
Organização da turma em roda ao som do berimbau. Um participante sustenta o cabo no centro e chama um colega antes de soltá-lo, exigindo atenção, ginga e rapidez de reação motora.
Utilização de cartões com pictogramas de movimentos. O jogo exige o acúmulo e a memorização progressiva de gestos (ginga base + movimentos sorteados), desenvolvendo a sincronia em duplas e reduzindo a latência cognitiva.
Momento reflexivo para debater a experiência corporal, percepções sobre confiança/timidez e o papel dos pictogramas na tradução do movimento físico.
A avaliação adota a Perspectiva Indiciária (SANTOS et al., 2014), acompanhando o processo qualitativo através de Ficha de Autoavaliação (escala visual de emojis), Diário de Educação Física e Observação Sistemática Docente.
Instituição:
UNESP – Campus de Bauru (Faculdade de Ciências / DEF)
Disciplina:
Didática e Educação Física (1º Semestre / 2026)
Docente Responsável:
Profª. Dra. Fernanda Rossi
Autores/Discentes:
Maria Eduarda Vieira Henrique, Robson Rodrigues Chagas, Vitória Silva Romualdo
Público-Alvo: Estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental (14 a 15 anos)